O RIGOR QUE ESCUTA: CIÊNCIA A O SERVIÇO DA VIDA CONCRETA
Resumo
Chegamos a mais uma edição da Revista Sol Nascente movidos pela mesma convicção que
orientou o primeiro número desta publicação: a de que o conhecimento científico só cumpre
verdadeiramente a sua função quando é partilhado, discutido e posto ao serviço das comunidades
que o inspiraram. Cada artigo que aqui se publica carrega consigo não apenas hipóteses e dados,
mas também um pedaço da realidade angolana que os seus autores decidiram observar com rigor
e paciência. Como recordava Kuhn (1962), a ciência avança por perguntas sucessivas, nunca por
certezas fechadas. Por isso, uma revista científica não deve ser vista como um repositório de
respostas definitivas, mas sim como um espaço vivo de debate, sujeito à correcção e ao diálogo
permanente. É essa lógica que temos procurado imprimir à Revista Sol Nascente desde a sua
fundação, e é ela que volta a manifestar-se, de formas distintas, nos artigos que compõem este
número. Cada um parte de um objecto diferente, mas todos partilham a mesma disposição de tratar
problemas concretos das nossas comunidades e instituições com o instrumental teórico e
metodológico que a investigação científica exige
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