GENRE ET EXCLUSION NUMÉRIQUE DANS L'ENSEIGNEMENT SUPÉRIEUR EN ANGOLA: UNE REVUE SYSTÉMATIQUE DE LA LITTÉRATURE
Mots-clés :
Enseignement Supérieur; Exclusion Numérique; Genre; Citoyenneté; Sexisme.Résumé
La présente étude a pour objectif d'analyser les dynamiques d'exclusion numérique de genre au sein du sous-système de l'enseignement supérieur en Angola, en examinant comment ce phénomène dépasse la simple barrière de l'accès physique pour se configurer comme une réalité bien plus complexe. Bien que le système d'enseignement supérieur ait connu une expansion quantitative accélérée au cours des dernières années, cette massification n'a pas été accompagnée des investissements nécessaires en infrastructures technologiques. En ce qui concerne la dimension de genre, la recherche identifie une marginalisation voilée, soutenue par le sophisme de la neutralité technologique. Alors que les universités affirment promouvoir l'égalité, des normes sociales persistent qui privilégient le parcours masculin, associant la technologie à une prétendue aptitude naturelle des hommes, au détriment des femmes. Pour les étudiantes angolaises, la précarité financière des familles, qui privilégient souvent la scolarisation de leurs enfants, s'ajoute au coût élevé de la connectivité, créant une double barrière à leur pleine intégration numérique. En conclusion, il convient de souligner que l'alphabétisation numérique constitue un prérequis indispensable à l'exercice de la citoyenneté et à l'employabilité sur le marché actuel. Surmonter l'exclusion numérique de genre en Angola exige que les institutions d'enseignement renoncent au silence académique entourant le sexisme dissimulé. Il est impératif d'investir dans des politiques publiques qui transforment le numérique en un instrument d'émancipation et d'équité sociale, en garantissant que les outils technologiques servent de véritable moteur de développement humain et de progrès scientifique national.
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